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Extratos da Palavra de Abertura de Irmã Catherine Dolan ao Capitulo Geral
Primeiro que tudo, reavivar a chama do dom de Deus, o dom do próprio Deus. Deus é dom para nós e para toda a humanidade. Deus é dom para nós neste capítulo. Será possível para nós reavivar a chama deste dom? Podemos também reavivar em chama, e partilhar umas com as outras, o dom da gratidão, e a fé na presença de Deus, da convicção de que Deus é o Deus da novidade, da confiança que a presença de Deus está activa, e o da paz porque sabemos que com Deus tudo correrá bem. . . . Deus está connosco neste lugar neste momento e é aqui que encontraremos Deus, pessoalmente e como capítulo. Outro dom que temos neste momento é a presença real de cada pessoa aqui, qualquer que seja o seu papel neste capítulo. Isto é um lugar, uma oportunidade para encontrar, partilhar, ouvir em comunidade a voz do Espírito.Cada uma de nós traz os seus próprios dons mas a pessoa em si e a presença de cada uma de nós é dom umas para as outras e para o capítulo, e esperamos poder reavivar a chama desta presença em paixão e energia que nos vão atear como Instituto para respondermos ao que Deus nos está a chamar neste momento. E, claro, para sabermos aquilo que Deus nos está a pedir, precisamos do dom do discernimento, individual e comunitário, e desejamos que esta atitude prevaleça durante todo o capítulo. Um dom que gostaria de sublinhar é a visão de Gailhac cujo fogo queremos impulsionar nos nossos corações. Que dom é esta visão para nós, e esta visão para os nossos dias é do que trata o nosso capítulo! Primeiro que tudo, para Gailhac a missão era o principal, e era a missão enraízada na centralidade de Jesus nas vidas das irmãs. Ele reconheceu muito claramente a necessidade absoluta da contemplação para a acção ser efectiva. Esta acção, viu-a em relação às necessidades reais às quais dar resposta no contexto social, económico e político do tempo; necessidades de pessoas concretas, e situações que clamavam por “vida Gailhac teve também um sonho que o Instituto com a sua missão e carisma particulares se expanderia por todo o mundo. Parece claro que Gailhac queria que as Religiosas do Sagrado Coração de Maria fossem mulheres enraízadas em Deus e apaixonadamente comprometidas com a Missão num mundo de muitas necessidades, com a capacidade de se moverem livremente para além fronteiras, arriscarem e abraçarem novas situações por causa da missão. Esta é a visão do nosso fundador para as RSCM, o seu sonho. Esta é a que ele quereria para este corpo capitular. O logo ilustra muito bem o tema com a conjunção das chamas, o mundo e a nossa cruz. A chama mantém unido o nosso Instituto, representado pela nossa cruz, e o mundo. Recorda-me as palavras da Sabedoria: O Espírito do Senhor enche todo o universo, dá consistência a todas as coisas, não ignora nenhum som. (Sb 1, 7) E lembra-nos que a cruz está sempre presente connosco, é o preço de sermos discípulas. Cada capitulo deverá dar vida à visão e carisma fundadores de Gailhac, torná-los autênticos no seu tempo particular. A razão pela qual sublinhei o aspecto da unidade do nosso Instituto é porque acredito que temos um dom de que o mundo necessita. Particularmente, desde 11 de Setembro 2001, uma das verdadeiras necessidades a que é preciso dar resposta no contexto social, económico e político do nosso tempo, é o da unidade. Actualmente, todos estes contextos – social, económico, político e religioso estão profundamente fracturados e fragmentados, levando a grandes injustiças, divisões, conflitos, guerras, de que todas temos consciência. Hoje, sem estar consciente disso, este mundo clama por unidade, a unidade pela qual Cristo rezou e que, acredito, é o sonho de Deus para a humanidade. O meu próprio sonho é que este capítulo tenha a possibilidade, através do discernimento conjunto, identificar as fronteiras desta unidade que, como Instituto, podemos transcender e a imaginação, inspiração e criatividade para encontrar maneiras de a realizarmos. É a nossa vez de escolhermos. Vamos agarrar o fogo da visão de Gailhac para os nossos dias, qualquer que seja o seu preço? Vai a nossa presença aqui como capítulo efectuar a transformação no nosso mundo actual e nos anos futuros? Acredito e espero que assim seja, se permitirmos que a centelha dos nossos corações se incendeie com o fogo da visão de Gailhac, e se mantivermos diante de nós a convicção de que “o Espírito do Senhor enche todo o universo” e nos torna capazes, como Maria, de “dizer sim a Deus sem condições”. (Const.3) Catherine Dolan, RSCM
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