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Quatro Dias para Festejar Duzentos Anos
Percurso Histórico
O primeiro apontamento da noite foi o de M. Halazard. Ele cativou a audiência, transportando-nos quase duzentos anos atrás, para nos fazer tomar parte nos sofrimentos de certas mulheres e jovens da época. Desta forma, percorríamos as ruas de Béziers e os corredores do hospital com Jean Gailhac, como ele cheias de zelo, prontas a construir "Refúgios" em todas as cidades do mundo, e casas para crianças necessitadas. Seguiu-se um historiador da Igreja da época, M. Fournier. Ele fez-nos descobrir os sucessos e infortúnios do jovem padre em luta com as exigências do seu coração e o bom senso sacerdotal do comum dos mortais. Só que Jean Gailhac não era um homem como os outros, ele era um gigante da caridade. Tinha um coração grande, mas este coração era demasiado pequeno para albergar todas as misérias de Béziers. A terceira "melodia" da noite fez-nos voltar a um mundo muito perto de nós, o nosso mundo, o mundo associativo, secular, do século vinte e um, o mundo da Maison d'Enfants Jean GAILHAC em Béziers. Foi Madame Madelaine AIMES que prolongou e fez viver este padre de batina, dando-lhe um toque moderno, um homem de "jeans" próximo das crianças, dos leigos, das pessoas que partilham os seus valores, sem partilhar de maneira forçada a sua fé religiosa. O calor com que Mme Aimes falou, deixa a esperança de que este "ramo" dos leigos resista às tempestades ainda por muito tempo. A quarta e última "melodia" veio-nos de África pela voz de uma Irmã do Sagrado Coração de Maria, Virginia Mullane. Para ela, a semente lançada à terra por Jean Gailhac sempre deu frutos, uma abundância de frutos, cuja única razão de ser é alimentar os sem voz, as mulheres e as crianças. O Refúgio, o Orfanato, as fundações no estrangeiro e tudo o que as irmãs hoje empreendem em África e noutros sítios, tudo isto é o gesto, o coração de Gailhac que continua a fazer surgir uma vida abundante.
Jornada Eucarística 13 de Novembro: dia da família. Todas as RSCM de Béziers e todos os membros presentes no CGA se encontraram na Casa Mãe, à volta de uma mesa cheia de belos pratos e da alegria da conversa. À tarde, a mesa eucarística reuniu uma família alargada, os amigos, as antigas alunas, os nossos colaboradores. Três horas mais tarde, custou-nos partir, de tal maneira nos sentíamos todos tão em família, da família. A Criança da Família No dia 14 de Novembro, foi a associação Jean Gailhac
que organizou um debate à noite na Casa das Associações, no centro da
cidade, à volta do tema da família. As quatro conferências foram completadas
pela presença da Ir. Bernadette McNamara que respondeu pelo Padre
Gailhac. Foi muito estimulante ver o interesse que a nossa Maison d'Enfants
continua a suscitar em Béziers; a sala estava cheia e todos muito atentos.
A apresentação das nossas Raízes No dia seguinte,15 de Novembro, reencontrámo-nos na Casa
Jean Gailhac para a surpresa da festa: o descerramento de uma série
de 14 quadros descrevendo as raízes e o desenvolvimento da obra do nosso
Fundador junto das crianças necessitadas. E uma realização de muitas
pessoas: nenhum quadro se parece com o outro: cada um é único na sua
composição e na sua realização. O ponto comum é o facto de os artistas
serem todos/as da "Casa", por uma razão ou por outra. A apresentação
fez-se sobre um fundo musical e acompanhado de diálogo: Com os seus duzentos anos, Jean Gailhac trabalha ainda a tempo inteiro.
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